quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

De lá e daqui



De lá e daqui


Por: Antonio Pereira )Apon)






Na Centro-América, um Haiti.

Favelas, encostas,

Aldeias...

Haitis daqui!

Lá e cá:

Miséria endêmica, desumanização!

Pretos pobres de mãos postas,

Autoridades dando as costas,

muito ocupadas com a próxima eleição.

Terremoto aqui não tem,

Flagela pobres pretos o desdém.

Polêmica?

Só se ameaçar do rico o ócio,

Ou do político seu sócio,

Comprometer o “não contabilizado” da política.

Mas que importam os Haitis?

É carnaval, tem trio e axé,

“gente bonita”, turista, pegação...

Mas não dá pra disfarçar:

Nas cordas outro Haiti!

Cordeiros mal calçados, ínfima remuneração

Muita sede e pouca água,

Muita a fome, pouca a ração.

Dentro, Brinca a brancolândia mulata,

Fora, a pobreza desejada invisível,

Mas explícita, explicita o Haiti daqui.

Ajudem, socorram, amem o Haiti de lá,

Mas não esqueçam dos de cá.

Sobretudo na hora do voto,

Lembrem dos múltiplos,

Dos tantos,

Dos nossos Haitis.






Antonio Pereira (Apon). Quem é? Clique aqui, para conhecer o autor, ouvir poesias em MP3 e ler textos em prosa.




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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Algumas Notícias ...

Algumas notícias do Portal do Consumidor
1. Consumidor deve estar atento a falsas ofertas em liquidações
2. Prepare-se para pagar o IPTU e o IPVA
3. Quanto custa cumprir a promessa mais popular de ano novo: emagrecer
4. Novo modelo de tomada é mais caro que o antigo
5. Conta de luz mais barata
6. Banco passa a ter obrigação de mostrar qual o investimento mais adequado

7. Gastos de todos os tribunais do País serão divulgados na internet
8. Governo adota medidas para acabar com furto de celulares

Destaques:

Cuidado com o sol: Inmetro analisa 12 marcas de guarda-sóis
Sol forte e calor intenso pedem um bom mergulho em praias ou piscinas. Só que a exposição contínua da nossa pele à radiação solar produz efeitos danosos à saúde, se tornando o grande fator de risco do câncer de pele. Confira!
Volta às aulas - Confira algumas dicas
Com o objetivo de orientar na compra de material escolar, a Fundação Procon-SP fornece dicas para facilitar a vida do consumidor na hora da compra. Saiba mais.

Mais de 1.000 (mil) sites já usam os serviços de notícias do Portal em suas home page. Coloque também em seu site as últimas notícias, a caixa de busca, as enquetes ou o banner do Portal do Consumidor, tudo atualizado em tempo real. Sem nenhum custo. Veja aqui.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Paciência tem recompensa

 
No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.
Ela disse: - Aquele ali é meu filho,
o de suéter vermelho deslizando no escorregador.
- Um bonito garoto - respondeu o homem - e completou:
- Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.
Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.
- Melissa, o que você acha de irmos?
Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos!
O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta,
para alegria de seu coração.
Os minutos se passaram, o pai levantou-se e novamente chamou sua filha:
- Hora de irmos, agora?
Mas, outra vez Melissa pediu:
- Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!
O homem sorriu e disse:
- Está certo!
- O senhor é certamente um pai muito paciente.
- comentou a mulher ao seu lado.
O homem sorriu e disse:
- O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano passado por um motorista bêbado,
quando montava sua bicicleta perto daqui. 
 
Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu
daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele.
Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa.
Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta.
Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-lá brincar...
Em tudo na vida estabelecemos prioridades.
Quais são as suas?
Lembre-se: nem tudo o que é importante é prioritário,
e nem tudo o que é necessário é indispensável!
Dê, hoje, a alguém que você ama mais cinco minutos de seu tempo.
Eu parei 5 minutos para encaminhar esta mensagem a você
E você, pode perder 5 minutos para passá-la adiante?
 
"Aquele que procura um amigo sem defeitos termina sem amigos."

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Aqui é um centro espírita?

Aqui é um Centro Espírita?
Por David Bianchini


Aqui é um Centro Espírita?

Paulo silenciou por alguns instantes. A pergunta, que sempre tivera uma resposta automática, agora o levava a profundas reflexões. Aquelas paredes, as reuniões e todas aquelas pessoas que vinham em busca de auxílio...

Lembrou-se de como tudo começara. Fora a vontade de ajudar uma senhora, carinhosamente chamada de Naná por todos que a conheciam, já idosa e de cabelos brancos, portadora de interessantes dons mediúnicos, que o levou a reunir um grupo de amigos, alugar uma casa e iniciar um trabalho mais organizado de ajuda aos que vinham buscar, naqueles dons, lenitivo para suas dores.

E eram muitos os que chegavam e que ajudados partiam, voltando outras vezes com outros pedidos ou com amigos também desesperados. Muitos, multidões. Esses mesmos é que chamaram o lugar de Centro Espírita. Talvez, porque acontecesse o aconselhamento aos desesperados, por Espíritos que falavam com os recursos de Dona Naná, ou por causa da água que depois da prece parecia curar as dores de alguns, ou mesmo da paz que todos levavam de volta a seus lares quando partiam...

Mas, cismava Paulo, seria ali um Centro Espírita?

De início, ele sempre sorria e afirmava confiante que ali era o Centro Espírita da Dona Naná. Aceitara sem questionar a afirmação, até que lhe perguntaram o que significava a palavra "espírita"? Percebendo sua ignorância, e como era um dos responsáveis pelo lugar, saiu à procura do conhecimento. Então descobriu Kardec, a Codificação e se pôs a estudar e a refletir... Percebeu que os fenômenos mediúnicos aconteciam desde há muito tempo e em diversas escolas religiosas.

Exemplos claros de mediunismo se percebem nos cultos afro-brasileiros, na manifestação do "espírito santo" que cura nos cultos evangélicos, assim como estiveram presentes nas pitonisas e adivinhos nas religiões do passado.

O fato de ser uma casa onde se manifestam os Espíritos, portanto, não bastaria para que o local fosse denominado ou credenciado como "Centro Espírita". Outros locais também prestavam socorro aos necessitados. Sem conotações religiosas, muitos homens de boa vontade se organizam na prática da solidariedade, objetivando minimizar o sofrimento humano.

São tantas outras "casas e centros" não religiosos que reequilibram socialmente as pessoas que batem às suas portas, em busca de apoio e orientação, e que trabalham para uma vida social mais justa e harmoniosa. Tão só ministrar essa ajuda solidária não caracteriza uma casa como Centro Espírita, mesmo que um "bom Espírito" esteja na orientação dessas atividades caridosas.

Paulo compreendeu que nem mesmo a junção das duas características acima seriam suficientes para caracterizar corretamente o Centro Espírita. Recordou que as palavras Espiritismo e espírita (ou ainda espiritista) só passaram a figurar dos dicionários a partir do instante em que Allan Kardec criou esses termos para designar a Doutrina que codificara e os seus seguidores.

O senso comum, presente no povo, a tudo dava uma feição generalizada e simplória. Mas os dirigentes e semeadores da Terceira Revelação - percebeu Paulo - não podem equivocar-se quanto aos princípios e os postulados básicos dessa Doutrina, pois serão cegos a conduzir outros cegos!

O papel do Centro Espírita transcende o auxílio material e o serviço solidário. Em primeiro lugar, é escola da alma. No Centro Espírita compreendemos o significado da existência, o porquê das vicissitudes que enfrentamos em nossa jornada terrena. Nele, bebemos as lições que o Espírito de Verdade veio trazer à Terra, revelando-nos uma nova visão de Deus e ensejando-nos o entendimento ampliado das leis que regem a vida em todos os cantos do universo.

Antes do conforto material dispensado ao carente, antes da cura de uma enfermidade, o Centro Espírita é caminho para o entendimento do Evangelho de Jesus. É o ponto de luz, o farol a clarear a senda escura de quem procura a Verdade. Aí reside sua maior finalidade: educar o ser humano, no sentido mais profundo do termo, para ultrapassar os limites temporais da existência corpórea e enxergar-se como Espírito imortal, viajante no tempo, herdeiro de suas ações e construtor do seu amanhã.

Tem o Centro Espírita, por missão, libertar a criatura dos condicionamentos psicológicos a que foi acorrentada, durante séculos, pelas igrejas dogmáticas, que tanto medo infundiram nas massas com um Deus impiedoso ameaçando as consciências culpadas com as labaredas do fogo eterno...

O Centro Espírita, que educa o ser, constrói a consciência, fortalece a vontade para o bom combate. Falamos da luta travada contra as próprias imperfeições, a luta contra o orgulho e o egoísmo.

Para que um Centro possa ser verdadeiramente Espírita, será preciso, portanto, que assuma primeiramente esse papel de condutor de almas. Do contrário, poderá reduzir-se a um posto distribuidor de víveres ou fornecedor de passes, água energizada, aconselhamentos e paparicos, correndo assim mesmo o risco de ouvir as queixas da ingratidão.

Ensinemos, por isso, aos que mendigam a luz, o caminho do autoconhecimento e da transformação moral. Ao pão do corpo, acrescentemos o alimento para a alma, que está no Evangelho de Jesus, desdobrado no conhecimento espírita. E, em vez do passe compulsório, apontemos o serviço da caridade, em favor de si mesmo e do semelhante.

Agindo assim, poderá o dirigente responder com segurança à indagação, dizendo: Sim, aqui é um Centro Espírita.

Extraído do jornal Alavanca - jan/98

"Para que um Centro possa ser verdadeiramente Espírita, será preciso, portanto, que assuma primeiramente esse papel de condutor de almas..."

(Jornal Mundo Espírita de Março de 1998)
http://oblogdosespiritas.blogspot.com/2009/11/aqui-e-um-centro-espirita.html